sábado, 28 de janeiro de 2012

A fantastica capacidade de se refazer

O que é neuroplasticidade?

O que é neuroplasticidade?Por mais de quatro séculos foi comum pensar que nossos cérebros se desenvolviam somente durante a infância e depois se tornava inflexível ao longo da vida adulta, dando uma falsa sustentação ao velho ditado “não se pode ensinar truques novos a um cachorro velho”. Porém, pesquisadores continuam a provar que essa teoria defasada não está correta e fornecem provas de que o cérebro humano pode se alterar através de estímulo mental, ginástica cerebral e novos aprendizados.

Neuroplasticidade, ou plasticidade cerebral, é a capacidade de remapeamento das conexões das nossas células nervosas, o processo que nos ajuda a continuamente aprender. Ela se refere à maneira do nosso cérebro agir e reagir à medida que experimentamos uma mudança em nosso ambiente ou desenvolvemos uma habilidade.

Estima-se que as características neuroplásticas do nosso cérebro influenciam mais de 100 bilhões de nossas células nervosas ao longo da vida. Quando nós usamos nosso cérebro de formas novas, nós criamos novos caminhos para comunicação neural. Mesmo quando adultos, o que nós aprendemos e ao que nos adaptamos ao longo da vida reorganiza nossos neurônios existentes. Portanto, a neuroplasticidade é o que nos permite aprender, memorizar e adaptar através da nossa experiência com o mundo a nossa volta.

Na famosa pesquisa da Dra. Joenna Driemeyer sobre os efeitos cognitivos no aprendizado de malabarismo, ela e sua equipe de pesquisadores concluíram que “a mudança qualitativa (como por exemplo o aprendizado de uma nova tarefa) é mais crítica para o cérebro mudar sua estrutura do que o treinamento contínuo de uma tarefa já aprendida”. Ainda, descobertas recentes em neuroplasticidade estão abrindo caminho para tratamentos de lesões e doenças neurológicas, algo que até recentemente era inexplorado por causa da falta de evidência sobre neuroplasticidade.

A moral da estória é que é importante se dedicar a novas atividades. Exercitar seu cérebro é tão importante quanto exercitar seu corpo. Se você continuar a desenvolver sua reserva funcional através de prática de exercícios mentais e um estilo de vida saudável, você tem mais chances de manter a plasticidade cerebral e sua habilidade de aprender, à medida que envelhece.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Quais são os tipos de transtornos alimentares existentes?

Os principais são Anorexia Nervosa, Bulimia Nervosa, Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica e Transtorno do Comer Compulsivo Noturno

Quem tem maior risco de desenvolver?
Os transtornos alimentares como a anorexia e bulimianervosa são mais comuns entre adolescentes e mulheres jovens e podem estar associados com complicações clínicas severas.
Elas estão relacionadas ao estado nutricional e ‘as práticas compensatórias inadequadas para o controle do peso (vômito, uso de diuréticos ,enemas e laxativos). Muitas destas complicações surgem em decorrência do atraso do diagnóstico e do início do tratamento, pois muitos pacientes ;escondem seus sintomas e/ou recusam o tratamento.

Como reconhecer e diferenciar esses transtornos?

ANOREXIA NERVOSA

As características essenciais da Anorexia Nervosa são a recusa do paciente a manter um peso corporal na faixa normal mínima associado à um temor intenso de ganhar peso.

O paciente apresenta uma distorção da imagem corporal, ou seja, ele não enxerga sua imagem real no espelho e, assim sendo, a recusa alimentar é apenas uma conseqüência dessa distorção da imagem.

A Anorexia Nervosa é então, um transtorno alimentar caracterizado por limitação da ingestão de alimentos, devido à obsessão de magreza e o medo mórbido de ganhar peso.

Normalmente a pessoa anorética mantém um peso corporal abaixo de um nível normal mínimo para sua idade e altura. Quando a Anorexia Nervosa se desenvolve em numa pessoa durante a infância ou início da adolescência, pode haver fracasso em fazer os ganhos de peso esperados, embora possa haver ganho na altura.

Quais são os tipos de anorexia?

Tipo Restritivo. Neste tipo a perda de peso é conseguida principalmente através de dietas, jejuns ou exercícios excessivos. Durante o episódio atual, esses pacientes não se desenvolveram compulsões periódicas ou purgações.

Tipo Compulsão Periódica/Purgativo. É quando o paciente apresenta episódios de purgações , mediante vômitos auto-induzidos ou uso indevido de laxantes, diuréticos ou enemas.

BULIMIA NERVOSA

As características essenciais da Bulimia Nervosa consistem de compulsões periódicas e métodos compensatórios inadequados para evitar ganho de peso. Além disso, a auto-avaliação dos pacientes com Bulimia Nervosa é excessivamente influenciada pela forma e peso do corpo, tal como ocorre na Anorexia Nervosa. Para qualificar o transtorno, a compulsão periódica e os comportamentos compensatórios inadequados devem ocorrer, em média, pelo menos duas vezes por semana por 3 meses.

Uma compulsão periódica é definida pela ingestão, num período limitado de tempo, de uma quantidade de alimento definitivamente maior do que a maioria dos pacientes consumiria sob circunstâncias similares.

TRANSTORNO DA COMPULSÃO ALIMENTAR PERIÓDICA

Atualmente acha-se em estudo uma terceira categoria comum de Transtorno Alimentar; o Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica ("binge-eating disorder" ou comer compulsivo), na qual os pacientes, na maioria das vezes obesos, apresentam episódios de ataques de comer (episódios bulímicos) mas sem se utilizarem de métodos purgativos depois, como acontece na Bulimia Nervosa.

O transtorno do comer compulsivo tem uma prevalência de 2% na população geral e de 30% entre as pessoas obesas que procuram tratamento para emagrecer.

As pessoas com este transtorno apresentam freqüentes crises, durante as quais sentem que não podem parar de comer. Comem depressa e às escondidas, ou não deixam de comer o dia todo. Apesar desses pacientes se sentirem culpados e envergonhados por sua falta de controle, eles não apresentam atitudes compensatórias e compulsivas (vômito, laxantes...) típicas dos pacientes com Bulimia. Normalmente eles têm um histórico completo de fracassos em diversas dietas e regimes para emagrecimento. Normalmente são pessoas depressivas e obesas.

Esta compulsão alimentar incontrolável leva os pacientes a ingerir quantidades exageradas de alimentos em um curto espaço de tempo. Estes ataques de comer (binge eating) devem ocorrer com uma freqüência mínima de 2 vezes por semana para que seja diagnosticada a síndrome. Para o diagnóstico do Transtorno do Comer Compulsivo sugere-se os seguintes critérios:

1 - Episódios repetidos de "binge eating" (ataques de comer)
2 - Durante os episódios, 3 dos indicadores abaixo devem estar presentes:
-Comer muito mais rápido do que o normal
-Comer até se sentir desconfortavelmente empanturrado
-Comer grandes quantidades de comida, mesmo sem fome.
-Comer sozinho, com vergonha da quantidade.
-Sentir-se culpado e/ou deprimido depois do episódio

Transtorno Alimentar Noturno ou Comer Compulsivo Noturno:

É grande a incidência - de 1 a 3% da população – das pessoas que comem muito á noite ou se levantam a comer pela noite. Nessa categoria os pacientes apresentam os ataques de comer já descritos na seção anterior, ‘a noite. Além dos ataques incontroláveis é comum a presença de insônia e anorexia ou falta de apetite pela manha. A despeito desse "assaltos" noturnos à cozinha, a maioria desses pacientes faz regime durante o dia. Também ocorre em alcoolistas, drogadictos e pessoas com transtornos do sono.

Tanto o comer compulsivo quanto o transtorno do binge apresentam tratamento que varia desde modificações comportamentais até o uso de medicamentos devendo ser diagnosticado e tratado devidamente.

Qual é o curso dessas doenças?

O curso clínico dos transtornos alimentares é variável. Aproximadamente metade dos pacientes com anorexia e bulimia nervosa apresentam recuperação total, mas 30 % apresentam recuperação parcial e 20% podem não apresentar melhora substancial dos sintomas. Ambas cursam com uma série de complicações clínicas como alteração óssea, hormonais, intestinais, cardíacas, hematológicas, de pele, cabelo, desidratação dentre outras..

Qual é o tratamento?

O tratamento é complexo envolvendo orientação nutricional, médica e psicoterápica, diagnóstico das complicações para o tratamento devido e o uso de medicamentos específicos. Muitas vezes é necessário o acompanhamento com vários profissionais, mas acima de tudo é importante ter acompanhamento com profissional com experiência nesse assunto.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

2011


O GOOGLE anunciou na semana passada um projeto para enfrentar o Facebook, disposto a reinventar a mídia social. A notícia teve óbvio impacto mundial e despertou a curiosidade sobre mais uma rodada de inovações tecnológicas, capazes de nos fazer ainda mais conectados. No dia seguinte, porém, o Facebook reagiu e anunciou para esta semana uma novidade também de grande impacto, possivelmente em celulares. Para alguns psicólogos americanos, esse tipo de disputa produz um efeito colateral: um distúrbio já batizado de “cérebro de pipoca”. Esse distúrbio é provocado pelo movimento caótico e constante de informações, exigindo que se executem simultaneamente várias tarefas. Por causa de alterações químicas cerebrais, a vítima passa a ter dificuldade de se concentrar em apenas um assunto e de lidar com coisas simples do cotidiano, como ler um livro, conversar com alguém sem interrupção ou dirigir sem falar ao celular. É como se as pessoas tivessem dentro da cabeça a agitação do milho explodindo no óleo quente. A falta de foco gera entre os portadores do tal “cérebro de pipoca” um novo tipo de analfabetismo: o analfabetismo emocional, ou seja, a dificuldade de ler as emoções no rosto, na postura ou na voz dos indivíduos, o que torna complicado o relacionamento interpessoal.
Sou um tanto desconfiado de notícias alarmantes provocadas pelo surgimento de novas tecnologias. Toda ruptura desencadeia uma onda de nostalgia e de temores em relação ao futuro.
Mas algumas pesquisas em torno do “cérebro de pipoca” merecem atenção por afetar o processo de aprendizagem. Uma delas foi realizada em Stanford, a universidade que, por ajudar a criar o Vale do Silício, na Califórnia, impulsionou a tecnologia da informação. Neste ano, Clifford Nass, professor de psicologia social na Universidade Stanford, revelou num seminário sobre tecnologia da informação a pesquisa que fez com jovens que passam muitas horas por dia na internet, acostumados a tocar muitas tarefas ao mesmo tempo. Ele mostrou fotos com diversas expressões e pediu que os jovens identificassem as emoções. Constatou a dificuldade dos entrevistados. “Relacionamento é algo que se aprende lendo as emoções dos outros”, afirma Nass. O problema, segundo ele, está tanto na falta de contato cara a cara com as pessoas como na dificuldade de manter o foco e verificar o que é relevante, percebendo sutilezas, o que exige atenção.
Os pesquisadores estão detectando há tempos uma série de distorções, como a compulsão para se manter conectado, semelhante a um vício. Trata-se de uma inquietude permanente, provocada pela sensação de que o outro, naquele momento, está fazendo algo mais interessante do que aquilo que se está fazendo. Tome o Facebook ou qualquer outra rede social. Chegaram a desenvolver um programa que envia para o celular da pessoa um aviso sempre que um amigo dela está se aproximando de onde ela está.
O estímulo, porém, começa no mercado de trabalho. Vemos nos anúncios de emprego uma demanda por pessoas que façam muitas coisas ao mesmo tempo. Mas o que Nass, o professor de Stanford, entre outros pesquisadores, defende é o contrário. Quem faz muitas tarefas ao mesmo tempo, condicionando seu cérebro, fica menos funcional. Não sabe perceber as emoções e trabalhar em equipe, não sabe focar o que é relevante e tem dificuldade de estabelecer um projeto que exige um mínimo de linearidade. Não sabe, em suma, diferenciar o valor das informações.
Não deixa de ser um pouco absurdo valorizar tanto os recursos tecnológicos que aproximam as pessoas virtualmente, mas que as afastam na vida real. Daí se entende, em parte, segundo os pesquisadores, por que, em todo o mundo, está explodindo o consumo de remédios de tarja preta para tratar males como a ansiedade e a hiperatividade

PS- Perto da minha casa, aqui em Cambridge, há uma padaria artesanal, com mesas comunitárias, que decidiu ir contra a corrente. Seus proprietários simplesmente proibiram que se usasse celular lá dentro para diminuir a poluição sonora e a agitação. Sucesso total. O efeito colateral: ficou difícil conseguir lugar.”

PAULO DIMENSTEIN - FOLHA DE SÃO PAULO

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Dedicatória aos Amigos
De Fernando Pessoa

Um dia a maioria de nós irá separar-se.
Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que partilhamos. Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas dos finais de semana, dos finais de ano, enfim... do companheirismo vivido.
Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.
Hoje não tenho mais tanta certeza disso.
Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida.
Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nas cartas que trocaremos.
Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices... Até que os dias vão passar, meses... anos... até este contato se tornar cada vez mais raro.
Vamo-nos perder no tempo... Um dia os nossos filhos vão ver as nossas fotografias e perguntarão: "Quem são aquelas pessoas?" Diremos... que eram nossos amigos e... isso vai doer tanto! "
Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!" A saudade vai apertar bem dentro do peito.
Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente... Quando o nosso grupo estiver incompleto... reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo.
E, entre lágrimas abraçar-nos-emos. Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes desde aquele dia em diante.
Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida, isolada do passado.
E perder-nos-emos no tempo... Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida te passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades.... Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!"

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Como minimizar divergencias entre sogras e noras


As regras que toda garota deve seguir para conquistar a sogra:


- Leve um presente para sua sogra se for visitá-la. Nada muito extravagante, mas carinhoso: uma garrafa de vinho, um livro de seu autor favorito ou mesmo flores, são boas opções.
- Não faça uma longa lista de alimentos que você não come. Por outro lado, se determinado alimento faz com que se sinta mal ou cause alergia, ela deve saber.
- Sempre se ofereça para ajudá-la nas tarefas da casa como colocar a mesa e lavar os pratos. Ela pode negar sua oferta, mas, pelo menos, você se ofereceu.
- Veja a que horas sua sogra costuma se levantar e a que horas o café da manhã será servido. Caso contrário, isso pode demonstrar certa falta de respeito da sua parte, especialmente se vocês não têm muita intimidade.
- A menos que ela diga "sinta-se em casa", não se sinta confortável demais. Não abra a geladeira ou os armários em busca de comida. Peça para sua anfitriã primeiro.
- Esteja sempre arrumada e preste atenção para não deixar bagunça ao seu redor. Nada de sapatos sujos de lama, casacos no sofá e copos usados espalhados pela casa.
- Não ache que você pode usar a máquina de lavar louça ou tomar longos banhos quentes. Você está na casa dela, pergunte antes.
- Seja flexível. Se sua sogra sugere uma caminhada ou uma visita ao shopping, aceite. É o território dela, você deve entrar no clima.
- Na manhã de sua partida, verifique se ela quer que você desfaça a cama. Se disser para você não se incomodar, forre a cama corretamente. Em seguida, certifique-se de que tudo está da maneira como você encontrou no quarto.
- Em sua casa, escreva um cartão de agradecimento pela hospitalidade. Faça isso no dia seguinte ou, no máximo, dois dias depois do retorno.


sexta-feira, 1 de julho de 2011

Lições de otimismo..................
Certo dia, um professor chegou na sala de aula e disse aos alunos para se prepararem para uma prova-relâmpago. Todos acertaram suas filas, aguardando assustados o teste que viria.
O professor foi entregando, então, a folha da prova com a parte do texto virada para baixo, como era de costume. Depois que todos receberam, pediu que desvirassem a folha.
Para surpresa de todos, não havia uma só pergunta ou texto, apenas um ponto negro, no meio da folha. O professor, analisando a expressão de surpresa que todos faziam, disse o seguinte: “Agora, vocês vão escrever um texto sobre o que estão vendo”.
Todos os alunos, confusos, começaram, então, a difícil e inexplicável tarefa.
Terminado o tempo, o mestre recolheu as folhas, colocou-se na frente da turma e começou a ler as redações em voz alta. Todas, sem exceção, definiram o ponto negro, tentando dar explicações por sua presença no centro da folha.
Terminada a leitura, a sala em silêncio, o professor então começou a explicar: “Esse teste não será para nota, apenas serve de lição para todos nós. Ninguém na sala falou sobre a folha em branco. Todos centralizaram suas atenções no ponto negro. Assim acontece em nossas vidas. Temos uma folha em branco inteira para observar e aproveitar, mas sempre nos centralizamos nos pontos negros. A vida é um presente da natureza dado a cada um de nós, com extremo carinho e cuidado. Temos motivos para comemorar sempre. A natureza que se renova, os amigos que se fazem presentes, o emprego que nos dá o sustento, os milagres que diariamente presenciamos. No entanto, insistimos em olhar apenas para o ponto negro! O problema de saúde que nos preocupa, a falta de dinheiro, o relacionamento difícil com um familiar, a decepção com um amigo. Os pontos negros são mínimos em comparação com tudo aquilo que temos diariamente, mas são eles que povoam nossa mente”.
Pense nisso!
Tire os olhos dos pontos negros de sua vida. Aproveite cada bênção, cada momento que Deus lhe dá. Creia que o choro pode durar a noite toda, mas a alegria logo vem no amanhecer. (Salmos).
Tenha essa certeza, tranquilize-se e …. SEJA FELIZ!!!!!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

FALANDO SOBRE HIPNOSE

Hipnose Ericksoniana (noções gerais)

A hipnose Ericksoniana, assim denominada por ter sido criada pelo Dr. Milton Erickson, fundador da American Society of Clinical Hypnosis, surgiu como modernização da hipnose clássica e vem sendo divulgada e difundida por todo o Brasil.

Trata-se de um estado alterado de consciência e percepção, de profundo relaxamento, no qual o consciente e o inconsciente podem ser focalizados por ficarem mais receptivos à sugestão terapêutica. Não é uma terapia em si , mas uma boa ferramenta que ajuda a tornar nosso inconsciente observavel fazendo aflorar recursos do individuo a fim de facilitar a cura

O trabalho hipnótico facilita a descoberta de novas opções na vida e a quebra de padrões de sentimentos e comportamentos indesejáveis

O QUE É HIPNOSE?

A hipnose tem várias definições:

*A Hipnose é imaginação guiada: o hipnotizador ou outra pessoa ou a própria pessoa (na auto-hipnose) atua como guia para uma experiência , vista como uma fantasia.

*A Hipnose é um estado de consciência alterado natural. A pessoa entra no estado hipnótico, um estado diferente do estado “normal” através de um processo natural não envolvendo a ingestão de drogas ou outros tratamentos físicos.

*Hipnose é um estado relaxado com maior receptividade a sugestões. A pessoa entra num estado de grande relaxamento físico e mental e subseqüentemente fica mais responsiva a sugestões. Em outras palavras, acontece um desligamento da atenção vigilante.

*Hipnose é um estado de intensa concentração, focalizando e maximizando o envolvimento com uma única idéia ou um estímulo sensorial de cada vez. É um estado de atenção focada, nao significando que o individuo perca a consciencia.

A Hipnose Clínica é um processo de comunicação e influência inter-pessoal. O hipnoterapeuta é o componente específico que permite que a experiência subjetiva do cliente seja alterada para que a influência terapêutica aconteça. Abordando a Hipnose do ponto de vista internacional, a ênfase é colocada em ser um bom comunicador. O que significa ser capaz de reconhecer os estilos de pensamento do outro e ter a competência de organizar a sua comunicação para maximizar as chances de ser compreendido em um ou mais níveis de tal maneira que ela seja benéfica ao outro. A comunicação terapêutica é aquela que, de alguma maneira, influencia a pessoa que está sofrendo para sentir e se comportar de maneira diferente que seja mais adaptada, adequada e benéfica. Principio ideodinâmico--> em que uma ideia gera uma ação.